A Carmon Reestrutura leva esperança às populações da Gabela, onde decorre um Surto de Cólera e Malária.
Numa zona em que a empresa angolana constrói uma estrada de 35 quilómetros que vai melhorar a circulação e o saneamento do meio.
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Um dos maiores desafios para a população da aldeia de Nzunzua, 7 quilómetros da sede comunal da Gabela, município do Amboim é o acesso à água segura.
Maioritariamente camponesa, a população consome a água do riacho onde banha e lava a roupa.
Na região, as pessoas temem pela saúde da comunidade. A região é grandemente afectada pela malária e a cólera.
Para melhorar a saúde das pessoas da zona, a Carmon, empresa angolana de construção e obras públicas, levou e distribuiu mosquiteiros, fármacos e desinfectantes de água às populações da zona. A doação enquadra-se na responsabilidade social da Carmon.
Para o controlo de endemias , tais como a cólera e a malária, para além da promoção do respeito às regras de higiene e a adopção dos primeiros socorros que realiza, através de palestras e conferências comunitárias, a Carmon espera que a construção de uma nova estrada de raiz, possa jogar um papel preponderante na melhoria das condições do meio. Com cerca de 35 quilómetros de cumprimento, as obras da estrada que liga a Gabela à Kilenda, poderão melhorar o saneamento básico e a circulação rápida das pessoas na região.
Angola possui clima tropical e é das zonas mais endémicas da malária em África, sendo que os desafios de higiene e saneamento básico tornam o país vulnerável às grandes endemias, segundo as
O Instituto Nacional da Criança (INAC) no Kwanza Sul vai ,este ano, intensificar diversas campanhas de sensibilização às famílias sobre as consequências do trabalho infantil, deu a conhecer o chefe local da instituição, David Domingos.Em declarações à Angop, aquele responsável afirmou que, para este ano, se prevê intensificar as campanhas de sensibilização no seio das famílias e da população em geral sobre as consequências do trabalho infantil, também nas escolas, igrejas e em locais públicos de maior concentração populacional.
O responsável máximo do INAC na província realçou a necessidade das famílias terem consciência sobre o mal que causa a exploração do trabalho infantil.
Para todos aqueles que tenham informações sobre o Assunto, Por Favor entrem em contacto com um dos seguintes números:
⇨ +242056740466 Consulado Geral do Congo
⇨ (+244) 231 222 767 - (+244) 231 222 788 Cabinda, Republica Popular de Angola
⇨ Morada - Avenida Agostinho Neto - Cabinda-Angola
As potencialidades curativas existentes na fauna da província do Cuanza Sul, como alternativa à medicina convencional, foram destacadas hoje,no Sumbe, pelo presidente da Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional Natural (CATEMETA), Kitoco Maiavangua.
"Queremos fazer da planta Mbrututu, originária do Cuanza Sul, enviada recentemente à Espanha para estudos complementares, como o principal alicerce na medicina terapêutica, tendo em conta o seu valor curativo para Hepatite B,” afirmou Kitoco Maiavangua, num encontro com terapeutas locais .
Kitoco Maiavanga esclareceu que “os estudos preliminares foram feitos no Centro de Investigação, dai que a exploração desta planta deve estar regulada e acompanhada pelas autoridades, como forma de se prevenir grandes devastações", vincou
Neste sentido , o responsável afirmou que protocolos serão assinados com as autoridades locais para a protecção, conservação e valorização do Mbrututu.
Avançou que distintas farmácias, com produtos de medicina natural, serão instaladas no Sumbe, bem como será levado a cabo um ciclo formativo para os praticantes e, desta forma, “acabar com os falsos médicos tradicionais”, sublinhou.
A Câmara projecta, igualmente, a criação de um fundo terapêutico, que se destina aos filiados em caso de invalidez e morte, preocupando-se com assuntos ligados à legislação.
O terapeuta realçou que, em 2012, se elaborou um ante-projecto sobre a politica da medicina tradicional e práticas complementares, como um normativo que vem alavancar a prática e a valorização dos profissionais.
Augura que, em breve, o Executivo reveja e seja legislado, para que a prática da medicina tradicional se constitua, de forma legal, em medicina convencional.
Da agenda do encontro, consta a dissertação de temas como “Os terapeutas, parteiras tradiciinais e naturais no desenvolvimento sustentável para a mudança inovadora” , “A higiene e o comportamento no local de trabalho", "A importância da conservação de plantas medicinais para o arquivo patrimonial e material e a conservação de florestas”.
A Câmara Profissional das Terapeutas de Medicina Tradicional Natural (CATEMETA) tem cadastrados 61 mil terapeutas tradicionais e 33 parteiras tradicionais, destes três mil e 14 são do Cuanza Sul.
Cerca de mil e 200 vagas estão disponíveis, este ano, nos Centros de Formação Profissional do Cuanza Sul, nas áreas de electricidade de baixa tensão, mecânicas auto e de frio, alvenaria, informática, serralharia de construção civil, canalização e carpintaria, deu a conhecer hoje Ambriz Quissube, responsável do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).
Em declarações à Angop, o responsável indicou que, para a frequência dos cursos, os candidatos têm de ter a 6ª classe.
Reconheceu ser um número relativamente baixo, justificando que as infra-estruturas são insuficientes para albergar os formandos, bem como o número reduzido de formadores, o que passa por admissões, através de concursos públicos.
Ambriz Quissube advogou a necessidade da construção de pavilhões de artes e ofícios, bem como pavilhões ocupacionais (locais de formação profissional e prestação de serviços ), para permitir que mais jovens obtenham curso profissional e criem os seus próprios negócios.
Augura o financiamento da construção de um novo Centro de Formação Profissional no Sumbe, aprovado em 2015, apontando este como uma solução para que mais jovens possam ser formados, mas vincou que "tudo passa pela criação parcerias público/privadas".
Na forja estão, para este ano, a abertura dos curso de agricultura, de fiscalização de impostos, de avaliação de desempenho, informática, desenho técnico e contabilidade geral informatizada, cujos trabalhos administrativos estão a ser realizados.
Para os indivíduos que frequentam os cursos profissionais, o INEFOP tem convénios com algumas empresas privadas, para, em regime de estágio, os formandos tenham a componente prática pedagógica salvaguardada, como são os casos de mecânica auto, de frio e electricidade de baixa tensão.
“Posso assegurar que os resultados de qualificação dos formandos no mercado de trabalho têm sido viáveis, fruto da parceria dos convénios existentes”, rematou.
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Cinco mil famílias de diferentes povoações dos municípios do Caimbambo e Chongoroi (província de Benguela) reclamam por apoio urgente em alimentos e medicamentos, devido a fome e a má-nutrição que enfrentam desde Outubro último.
Em declarações hoje a Angop, a directora do Gabinete Provincial da Acção Social e Promoção da Mulher, Leonor Fundanga, afirmou que, a fome a mal-nutrição assolam as famílias devido a estiagem que comprometeu a produção agrícola e a segurança alimentar das populações da região.
Segundo a responsável, para minimizar a situação, 12 toneladas de bens de primeira necessidade como farinha de milho, peixe seco e sal serão entregues, sábado próximo, às famílias das povoações de Lomia, Pupira e Chihungo (município de Caimbambo), doações de empresários, Organizações Não-Governamental e entidades religiosas que acolheram o apelo de solidariedade lançado pelo sector.
Esclareceu não haver registo de mortes, apesar da gravidade da conjuntura da estiagem que provocou ausência de produção agrícola, cujo recurso às mangas verdes tem sido o único alimento.
Referiu que esta precaridade também atingiu outras localidades, pelo que desembocou na criação de uma comissão multissetorial que trabalha no sentido de chamar a participação da sociedade civil e entidades religiosas para socorrer as famílias.
A responsável apontou como exemplos, o cenário vivenciado por outras famílias das povoações do Sengue, Cambigirite e Bolonguera (Chongoroi) que aguardam pela intervenção e ajudas urgentes devido a complexidade da conjuntura da estiagem desta circunscrição.
Leonor Fundanga explicou que, depois de uma visita de constatação às comunas e povoações dos municípios do Caimbambo e Chongoroi, em Dezembro passado, permitiu conhecer as circunstâncias do momento e diagnosticar o volume de necessidades e dos montantes a alocar pelo Executivo, para aquisição dos produtos alimentares, visando melhorar a vida das famílias desprovidas de condições sociais.
Considerou preocupante a situação, a julgar pelas consequências nefastas da estiagem onde se prevê o aumento do número de famílias que suportam a fome, tendo em conta que as ausências de chuvas, agravada pelo surgimento de pragas prejudicaram a primeira época agrícola que resultou também na morte de um significativo número de gado bovino.
Defendeu, por outro lado, a necessidade das diferentes instituições públicas iniciarem já com programas de reservas de águas para o desenvolvimento da actividade agropecuária no país, de forma acautelar e combater este fenómeno apontados como cíclicos, cujas assistências às famílias devem ocorrer entre os meses de Janeiro e Abril.
Por outro lado, Um programa de acções para recolha de bens alimentares e financeiras foi lançado, hoje (quinta-feira), nesta cidade, no final de uma reunião mantida com entidades religiosas, organizações profissionais e classe empresarial, movimento espontâneo, entre outros, numa iniciativa do Gabinete de Acção Social e Promoção da Mulher em Benguela que contou com a presença do administrador municipal e outras entidades.
A campanha, que envolve académicos e estudantes, visa maior engajamento em atividades de solidariedade.
Os serviços de Identificação Civil na Província do Kwanza Sul começaram hoje (quarta-feira) a emitir o novo modelo de Bilhete de Identidade (B.I) nos Municípios do Libolo e de Mussende, informou o delegado provincial da Justiça, Fernando Fortes.
Fernando Fortes adiantou que a emissão dos novos modelos do B.I nos municípios do interior da província visa dar oportunidade aos cidadãos que não o tenham obtido.
Fernando Fortes tranquilizou a população de que o BI actual está em vigor até à sua caducidade, não sendo razão para se criarem enchentes desnecessárias nas lojas de registos.
Para António Manuel, munícipe do Libolo, a entrada, em vigor, da emissão do novo modelo do B.I, a nível local, vai facilitar que os cidadãos tenham um documento de cidadania angolana.
O munícipe Bernardo Lembo afirmou que aguardava, há mais de dois meses, para conseguir o B.I e, com inicio da emissão, já vai poder fazer a sua inscrição na escola.
Um duplo atentado suicida num mercado na cidade nigeriana de Maiduguri provocou a morte de 12 pessoas e ferimentos em 48 nesta quarta-feira, 17.
O chefe das operações de resgate Bello Dambatta, revelou que os bombistas suicidas envolvidos eram um homem e uma mulher, enquanto um comerciante do mercado de Muna Garage acrescentou que um dos bombistas explodiu-se no interior do local e outro no exterior.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, mas a cidade tem sido atacada várias vezes nos últimos anos pelos guerrilheiros do grupo extremista Boko Haram.
Ainda nesta quarta-feira, dois Americanos e dois Canadianos terão sido raptados no Estado de Kaduna, no centro da Nigéria, enquanto viajavam em direcção à capital, Abuja.
A Reuters revela que estes terão caído numa emboscada protagonizada por um desconhecido armado e onde dois polícias foram mortos.
A chuva que se abateu toda a tarde da passada quarta-feira até à madrugada de quinta-feira deixou ao relento mais de trinta famílias na localidade do Assango II, município da Conda, na província do Kwanza-Sul.
As autoridades administrativas locais estão no terreno a averiguar os estragos provocados pelas enxurradas, que se faziam acompanhar de fortes ventos e granizo.
A Administradora do Município da Conda, Elsa Sara Lialunga, fez saber que além do desabamento de mais de trinta residências, a chuva destruiu também uma escola do ensino primário e duas igrejas.
“É uma situação crítica que as famílias afectadas vivem, numa altura em que a administração municipal está desprovida de quaisquer meios para acudir a situação”, disse, anunciando que a administração da Conda já remeteu a preocupação ao Governo da província para accionar os mecanismos de assistência.
Elsa Sara Lialunga garantiu que a administração está empenhada na sensibilização das famílias no sentido de abrigarem as vítimas das chuvas, enquanto se aguardam apoios dos organismos vocacionados. A administradora apelou à calma no seio das pessoas afectadas.
Nota: Corre a página até baixo para Visualizar os Videos Fica no ar,a pergunta que há mais de 10 anos não tem resposta. Feita pelos pais, encarregados de educação e alunos:
Como é que os livros vão parar ao mercado paralelo?
O preço do material didáctico regista uma subida nos principais mercados informais de Luanda, a menos de um mês para o arranque do ano lectivo 2018. O facto está a inquietar os encarregados de educação, que enfrentam dificuldades para preparar o retorno dos alunos às aulas.
À semelhança de outros anos, a capital do país volta a estar "inundada" com material escolar, incluindo livros do I Ciclo, II Ciclo e do ensino primário, estes últimos de distribuição gratuita.
A circulação do material em locais proibidos é uma prática que vem de alguns anos. Todavia, continua por desmantelar a rede de empresas e comerciantes envolvidos na distribuição dos produtos.
Segundo o Ministério da Educação, 40 milhões de manuais escolares de ensino primário são distribuídos em cada ano lectivo, em todo país. Ainda assim, muitas escolas têm dificuldades de acesso aos livros, que surgem em grande número no mercado paralelo.
Os manuais de ensino primário (de distribuição gratuita) fazem morada em vários cantos da cidade de Luanda, arrumados em dezenas de bancadas improvisadas ou mercados semi-estruturados.
A menos de um mês para o arranque do ano lectivo, a 1 de Fevereiro próximo, os vendedores ambulantes aumentam a circulação do material escolar, dada a escassez nas lojas autorizadas. Na visão dos encarregados de educação, os preços por eles praticados na rua são altos.
Um dos pontos de grande circulação de livros e outro material escolar é a zona adjacente ao Mercado do São Paulo, Distrito Urbano do Sambizanga, onde há grande procura por parte de pais e alunos.
Entre os produtos disponíveis, os cadernos estão com os preços mais inflacionados. Seis unidades de cadernos grandes, por exemplo, estão a custar, nas ruas de Luanda, dois mil e 500 a dois mil e 200 kwanzas. Já os cadernos pequenos rondam os mil e 300 kwanzas.
Em 2017, a embalagem de cadernos pequenos custavam à volta de 750 kwanzas.
Quanto aos preços dos livros, também sofreram ligeiro aumento no mercado informal.
O kit de livros do ensino primário (1ª à 6ª classe) está a ser vendido a dois ou três mil e 500 kwanzas, enquanto o de 12 livros para a 7ª classe (I Ciclo do ensino secundário) custa 23 mil kwanzas.
Também no mercado paralelo, 11 livros da 9ª classe custam agora 25 mil kwanzas, à ordem de dois mil e 200 kwanzas por cada unidade comercializada.
Em 2017, um livro do II Ciclo podia "sair", no mercado paralelo, a 800 kwanzas.
O aumento dos preços preocupa os encarregados de educação.
Segundo Luzia Lourenço, a subida dos preços está a dificultar a compra dos materiais para os filhos e pode comprometer a preparação do ano lectivo.
A seu ver, o preço praticado para uma unidade de 10 cadernos pequenos, usados pelos alunos do ensino primário, devia baixar para pelo menos mil kwanzas.
Em relação às unidades de seis cadernos para os alunos do II Ciclo, entende que podiam custar até mil e 500 kwanzas, para que os pais com maior número de filhos pudessem adquirir sem muito esforço.
Já a encarregada de educação Paula Silvestre refere que os valores praticados nas ruas de Luanda estão muito acima do esperado, sobretudo em relação aos cadernos.
Apela à redução dos preços dos materiais didácticos, tendo em conta a perda do poder de compra dos cidadãos, por causa da inflação e da depreciação da moeda.
Quanto à distribuição de livros, diz estarem acessíveis, até mesmo no mercado informal. "Não está muito difícil adquirir os livros. Apesar da escassez nas tabacarias, pode ser possível encontrar no mercado informal", expressa a cidadã.
Vendedoras defendem-se
As vendedoras ambulantes justificam a subida dos preços dos livros com o facto de o material estar mais caro nas lojas, onde compram a caixa de cadernos a 20 ou 27 mil kwanzas.
"Os preços dos cadernos nas lojas estão muito alterados. A caixa de 100 cadernos intitulados Angola está a ser adquirida entre 15 e 17 mil kwanzas, a caixa que comporta 20 cadernos grandes está entre 22 e 27 mil", refere a vendedora Regina Eva.
A comerciante apela à redução dos preços, a partir dos lojistas e outros sectores, para que o custo da revenda, no mercado informal, seja também inferior.
Outro produto bastante procurado e que regista subida é a bata escolar.
Doroteia Albano, vendedora ambulante de batas, diz que o preço está a variar, no mercado paralelo, entre três mil e dois mil e 500 kwanzas.
Sublinha que em 2017 adquiriam a embalagem de dez batas a oito mil kwanzas, nas lojas, mas actualmente é comprada a 22 mil kwanzas (mais que o dobro).
Nas lojas e tabacarias autorizadas, os materiais não estão tão fáceis de encontrar, sobretudo livros.
Segundo o livreiro António Cabanga, os preços praticados estão à altura dos interessados.
Afirma que, em 2018, o seu estabelecimento não procedeu à variação de preços, em relação a 2017.
Na loja em que trabalha, no Distrito Urbano da Imgombota, por exemplo, um caderno importado no formato A4 e A5 está a ser comercializado a 550 kwanzas ou 670 kwanzas por unidade.
Em relação aos cadernos grandes de molas aspirais de capa dura e mole, a unidade está a ser vendida ao valor de dois mil e 340 ou mil e 680 cada.
Outros funcionários de tabacarias e lojas de venda de material escolar, contactados pela Angop, mostraram-se indisponíveis para fornecer dados.
Todavia, constatou-se em algumas lojas cadernos e outros materiais disponíveis, como réguas, lapiseiras, transferidores e compassos, a preços que variam entre 100 kwanzas e três mil e 500 kwanzas.
Uma embalagem de cadernos "sai", nas tabacarias e lojas do centro da cidade, a 11 mil e 700 ou cinco mil e 500, contra os três mil e 500 ou mil e 300 do mercado informal.
O encarregado de educação Ventura Paciência já comprou os cadernos para os filhos do II Ciclo (quatro unidades), no valor de 1200, numa loja autorizada.
Já para o ensino primário, por cinco unidades de cadernos pagou 440 kwanzas.
"Na loja em que adquiri o material didáctico os preços vão de encontro às possibilidades de muitos. Apelo aos pais para se deslocarem às lojas de venda de material didáctico, no sentido de comprarem, em detrimento do mercado informal", aconselha.
MED "lava as mãos"
O combate à venda ilegal de material escolar, no mercado informal, é uma prioridade do Ministério da Educação (MED) e da Polícia Nacional.
Para tornar efectivo o combate, o Executivo criou uma comissão multi-sectorial, envolvendo a Polícia Económica (Ministério do Interior), administrações municipais e outras, para dirimir o problema.
Os manuais escolares do ensino primário (da 1ª à 6ª classe) são distribuídos de forma gratuita, mas ainda assim todos os anos aparecem a grosso no mercado informal.
O director geral do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), David Chivela, diz que desconhece a forma ou quem coloca o material nas ruas para venda.
Afirma que o Estado procura anualmente garantir a distribuição gratuita do material.
Sublinha que o Ministério da Educação descarta qualquer responsabilidade em relação ao surgimento do material no mercado informal, bem como na questão relacionada à fiscalização dos materiais.
"A fiscalização e apreensão desse material é responsabilidade da Polícia Económica", lembra o responsável, apelando àquela instituição para "apertar o cerco" à rede de comerciantes que desvia o material, desde o circuito de produção dos livros.
O combate à venda ilegal de livros é uma prática diária, nas ruas e nos mercados.
O negócio está longe de ser prática exclusiva dos revendedores dos mercados, envolvendo clientes, que durante, anos, aliciam e alimentam uma prática à margem da Lei.
Muito desse material didáctico é produzido com fundos públicos e deve ter distribuição gratuita.